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Letargia – meu poema

Dores atrozes da alma
Que sufocam o amor e a paixão
Descompensando e descobrindo
o banco de nossos sonhos
Levando embora as passageiras
Alegrias da vida

Quisera eu ser outro homem
em outro lugar, em outra época, em outra dimensão
Quisera eu ser todos os homens e nenhum deles

Só então descobriria a alegria
e tristeza de todos, e ao mesmo tempo de nenhum
Descobriria o tudo e o nada no coração da humanidade
Seria um deus?

Ah coração, coração!
Que nos oprime e nos liberta
Que nos dá a mão e nos desampara

Vai o tempo ficam os homens
Vão os homens fica o tempo
Vai o ódio fica o amor
Vai o amor não sobra nada

Assim é a vida
O que vai e o que fica
Ficamos nós, mas também vamos
Sobra o infinito, mas o infinito também vai
Sobra Deus, Deus fica!

Letargia: estado vegetativo onde o homem desprende o menor esforço possível para recuper-se de uma convalescença

Letargia – meu poema

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